segunda-feira, 31 de março de 2008

sem ritmo, chuva.

a chuva passou por cá e mudou as rimas.
desfez os versos.
montou o quebra-cabeça ao contrario
e vestiu-me a blusa do avesso.
arremeçou sem medir.
fez-me pular sem ter onde cair e pedir sem saber o que queria receber.
a chuva inundou de sentidos e sensações um pequeno coração que antes era apenas vazio.
a chuva alagou e desabrigou muito de mim.
mas trouxe novos peixes pro meu riacho.
tornou minha grama mais verde, mesmo que o meu dia tenha sido mais cinza.
a chuva arrancou - me suspiros pela janela embaçada.
e preparou "bolinhos-da-chuva".
a chuva trouxe doçura e acidez aos meu dias.
lavou a roupa suja e encheu de lama os meus sapatos.
e então percebo: a chuva que caí não é mesma que bebo.
" esta chuva ingrata que não vai parar, pra aliviar a minha dor " (ritmo de chuva – los hemanos)

sexta-feira, 21 de março de 2008

lágrima:um mar dentro de mim.

é engraçado...aquela coisa de aprender,esquecer,mudar,perder,esconder. todos esses "er"("ar") estão me pegando. sinto falta da surpresa,falta de não ter hora pra acordar. A vida não será sempre bela e justa, eu sei. mas é no mínimo divertida olhando de um certo ângulo, e pode ser perfeita se nem for olhada. e a música diz: o que mais vale a pena é estar vivo. e eu conveço-me: é só mais um filme. a essência não muda, nem quer ser muda,pois está sempre gritando.
"todos acenam e acende a emoção"