sábado, 18 de julho de 2009

cora-ção

a gente sempre morre um pouco de amor. e cada partida é um parto e dói tanto nascer de si. e ainda tem tanto a doer.
"a gente se acostuma com tudo, a tudo a gente se habitua! e até não ter um lugar, dormir na rua. a tudo a gente se habitua! me habituei ao pão light, à vida sem gás. o meu café tomo sem açúcar. e até ficar sem comer, sem te ver... a gente custa mas se habitua sem giz, sem água .sem paz, sem nada! não vai ser diferente, se eu me for de repente. se o céu cai sobre o mundo, e o mar se abrir em um inferno profundo..." (vida diet - pato fu)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

bonito,

talvez o silêncio seja apenas uma forma de tentar escutar o que o coração está dizendo, porque às vezes ele cisma de falar baixinho e parece esquecer que nossa cabeça é uma confusão organizada(ou não...) que mal consegue escutar pelos ouvidos...
"pra você não esquecer que tenho um coração, e é seu..." (nada pra mim - pato fu)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

ou nem viver.

quando a dor é grande, de não caber no coração,
não há palavra que consiga dizer.
"vão-se as palavras, nada fiz. estou tão infeliz...
mundo cão, mundos são. acordes desacordados... viver será se machucar? (silêncio na canção) será viver tão sozinho? ecoar no acorde final?"
(suprasonho - graveola e lixo polifônico)

sábado, 23 de maio de 2009

ou seja, assim sendo...

"as palavras estão muito ditas e o mundo muito pensado."
perdida por me encontrar. deparei-me com tudo aquilo que fui e não queria ter sido e tudo que planejei ser e não fui. pois o que sou,agora,não é definível. e menos ainda definitivo. quem sabe seja imperativo. e talvez não tenha tanto a dizer. deixemos e deixamos de ser.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

' que santo vai brigar por você? '

sei que de vez em quando é difícil se encontrar numa multidão. que o mundo fica mais bonito quando se está feliz. e que a tristeza pode transformá-lo show de horrores. que nem sempre fazemos as coisas e escolhas certas. que minha saudade é uma forma de solidão. que quando a gente se cansa o tempo não pára, mas parece acelerar. que a chuva se mistura as lágrimas tornando as um pouco mais doces, mas não cura um sofrimento. que tudo sempre começa desabando dentro da gente. e principalmente que sempre vou estar longe daquilo que realmente quero ser.
" não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade... "
foto: http://melliflue.deviantart.com/

sexta-feira, 1 de maio de 2009

" menina da ladeira "

tem dias que nem eu sei as ruas por onde passo. só sei que passo, não sei em que passo, talvez num descompasso, mas passo.
"menina que mora na ladeira e desce a ladeira sem parar..."

foto: http://teddycheese.deviantart.com

quinta-feira, 19 de março de 2009

quanto a indiferença

tem dias que é tão grande que toma não só os sorrisos,
mas cada palavra que se possa dizer...
sou da linha de umbanda, vou no babalaô para pedir pra ela voltar pra mim. porque assim eu sei que vou morrer de dor. ela não sabe quanta tristeza cabe numa solidão. eu sei que ela não pensa quanto a indiferença dói num coração se ela soubesse o que acontece quando estou tão triste assim. mas ela me condena, ela não tem pena...não tem dó de mim ( "Tristeza e Solidão", Vinicius de Moraes / Baden Powell)

domingo, 28 de dezembro de 2008

um cheio vazio

e o que me falta é exatamente aquilo que me sobra.
' os pássaros vêm me levar aí, visitar o céu...' ( os pássaros - los hermanos)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ouvidos para ouvir

tem coisas que ninguém sabe explicar, não porque elas não têm motivos ou significados, mas talvez porque não se quer dar peso a determinadas situações ou sentimentos - pra mim significar ou justificar sempre soou como dar importância, às vezes uma importância maior do que o necessário. - tem horas que queremos apenas sentir. quem nunca acordou com vontade de estar triste sem motivo?(sei que algum nome sempre dirá que existe um motivo, mas eu ainda prefiro acreditar que o nada também tem valor e peso, justamente por isso pode nos deixar tristes ou felizes.) tem horas que assim do nada e de graça ficamos felizes, mas parece que pra felicidade sempre arrumamos um motivo. as coisas trocaram de lugar: feliz por tudo e triste por nada. mas a vida e - ou - os viventes estão sempre grintando-me o contrário.
'você me livrou do preconceito de partir...' ( satisfeito - marisa monte)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

todo esse ar pra respirar

ao abrir a porta do quarto queria encontrar pelo menos um daqueles sonhos que um dia largou no fundo de uma gaveta, de um guarda-roupa ou até num canto debaixo da cama. encontrar qualquer um daqueles que apenas desenhou e largou pra vida colorir, mas a vida não cria nossos sonhos. tudo o que queria pensar, ao encostar a cabeça no travesseiro, era um céu azul escuro de não ter fim recheado de estrelas de não se caber de contar. tem noites que a vida tira a esperança pra dançar e nos deixa a girar pelo salão sem ter par, onde nem a solidão deseja nos fazer companhia. mas se faltar alguém pra conversar senhora angústia e dona tristeza nunca recusam uma longa prosa.
' a janela se desenhou no chão ' (ludov - 'rubi')